Como varejo, bancos miram classes C e D em 2010
0 comentários Postado por Professor Vitor Hugo às 08:53O aumento do poder de compra deixa a enorme massa de brasileiros desbancarizados muito mais apetitosa.
Diarista em São Paulo, Cleuza Souza, de 54 anos de idade, não tem conta em banco. Mesmo com o salário de R$ 800 por mês, mais do que suficiente para se “bancarizar”, Cleuza nunca foi a um banco com a pretensão de abrir conta porque acha “tudo de banco muito complicado” e também porque “nunca sobrou dinheiro”.
Quando para para pensar, no entanto, Cleuza acha que uma conta corrente a ajudaria a controlar melhor o dinheiro e a poupar. "Hoje, recebo os pagamentos e guardo o dinheiro em casa para ir pagando as contas”, diz. “Se tiver alguém para me explicar direitinho e com detalhes como são as regras do banco e sempre tirar minhas dúvidas, eu vou querer uma conta sim."
É por causa de consumidores como Cleuza que as instituições financeiras têm esfregado as mãos, nos últimos tempos. Os bancos sempre miraram as classes C e D com olhos de cobiça mas, com o aumento de seu poder de compra dos últimos anos, a enorme massa de brasileiros desbancarizados ficou muito mais apetitosa. Como aconteceu com o varejo, que garantiu seu crescimento em meio à crise graças a esses consumidores, os bancos têm traçado estratégias, criado produtos e feito parcerias para conquistá-los.
A tarefa, no entanto, não é simples. Além do receio em emprestar para um grupo de pessoas sem histórico de inadimplência, as instituições financeiras ainda não aprenderam a lidar com esse público. E, bem ou mal, dizem os especialistas, ainda conseguem lucros recordes, ano após ano, com os correntistas de classe média.
“Os bancos avançaram bastante nesse campo, mas falta muito espaço a preencher”, diz Rubens Sardenberg, economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Ele conta que o País encerrou o ano passado com 158 instituições financeiras, uma a menos do que em 2008. O número de agências bancárias cresceu 5%, para cerca de 20 mil.
Aline Cury Zampieri e Olívia Alonso, iG São Paulo | 31/03/2010 07:43
Luiza Trajano acha natural a fusão, mas diz que não deve perder o segundo lugar do varejo
0 comentários Postado por Professor Vitor Hugo às 18:07A empresária Luiza Helena Trajano, dona do Magazine Luiza, recebeu com naturalidade a notícia da fusão anunciada hoje dos grupos Insinuante, da Bahia, e Ricardo Eletro, de Minas Gerais, ao contrário do que aconteceu quando o Pão de Açúcar incorporou a Casas Bahia, no início de dezembro.
“Acho supernatural que isso aconteça no setor de eletroeletrônicos, assim como aconteceu no de supermercados. O mercado vai assistir muitos movimentos como esse.”
A empresária achou estranho, no entanto, a informação de que o novo grupo se tornaria a segunda maior rede varejista do país, com um faturamento anual de R$ 4,6 bilhões.
Segundo Luiza Trajano, o Magazine Luiza deve faturar este ano entre R$ 4,8 bilhões e R$ 5 bilhões, o que manterá a empresa no segundo lugar, abaixo apenas do Pão de Açúcar. O novo grupo seria o terceiro.
De acordo com a empresária, o ano começou muito bem para o Magazine Luiza. Só no primeiro trimestre, as vendas cresceram 35%.
A empresária afirma, no entanto, que não faz questão de segundo, terceiro ou quarto lugares. A sua preocupação sempre foi em criar uma empresa feita para durar.
“Nunca lutei para ser segunda, terceira ou primeira, mas para ser competente. Tanto que minha empresa está aí até agora e nunca se fundiu com ninguém”.
Autor: Guilherme Barros - Categoria(s): Comércio, Empresas
O comércio varejista do Brasil vai assistir nesta segunda-feira a mais uma grande movimentação. Após a fusão entre Casas Bahia e Pão de Açúcar, os grupos Insinuante, da Bahia, e Ricardo Eletro, de Minas Gerais, anunciam hoje a união das operações. A fusão criará a segunda maior rede varejista do País, superando o Magazine Luiza. O acordo será anunciado à imprensa por volta das 12h, em um hotel de São Paulo.
De acordo com o jornal Folha de São Paulo, a nova companhia terá 480 lojas, em 17 Estados do País. O faturamento do grupo deverá chegar a R$ 4,6 bilhões anuais.
A gestão da empresa será compartilhada entre os dois grupos, cada um com 50% do controle. Ricardo Nunes, da Ricardo Eletro, deverá ficar com o comando da nova empresa, enquanto Luis Carlos Batista, da Insinuante, comandará o conselho de administração.
A Insinuante foi criada em 1959, em Vitória da Conquista, na Bahia, e possui cerca de 220 lojas. A mineira Ricardo Eletro, por sua vez, iniciou os negócios em 1989, em Divinópolis, e conta com aproximadamente 240 lojas no País.
Nos últimos anos, as duas redes travavam uma disputa pesada na região Nordeste, grande filão de crescimento do consumo do País. A rede Insinuante, que esteve no páreo para comprar o Ponto Frio - adquirido na metade do ano passado pelo Grupo Pão de Açúcar - teria visto na união com Ricardo Eletro uma forma de rebater o avanço do próprio Pão de Açúcar.
Com o crescimento do poder de consumo da classe C, concentrada especialmente na região Nordeste, as redes regionais tendem a se fortalecer para brigar por esse consumidor emergente e fazer frente ao megaconglomerado formado por Pão de Açúcar e Casas Bahia.
(Com informações da Agência Estado)