Mostrando postagens com marcador liderança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador liderança. Mostrar todas as postagens

[Imagem: REUTERS/Nacho Doce]
Não são apenas os atletas que, em suas vitórias ou derrotas, tiram lições das Olimpíadas. O que se passa nos jogos pode também ser aplicado em outro ambiente igualmente competitivo – o empresarial.

Os paralelos traçados entre o mundo dos esportes e a vida corporativa costumam embasar palestras e cursos ministrados por nomes como Bernardinho, do vôlei. Há lógica nesse tipo de relação: conceitos como os de liderança, planejamento estratégico e trabalho em equipe são a razão do sucesso tanto em quadras, campos e tatames como em salas de escritório.

A medalha de ouro do ginasta brasileiro Arthur Zanetti é um bom exemplo de como a busca constante de novas competências, aliada ao equilíbrio mental, leva aos melhores resultados. O próprio Zanetti creditou seu lugar mais alto no pódio a estratégia e concentração.

[Imagem: Stock.Xchng]
Esporte e mundo corporativo têm muito em comum. Veja exemplos dos Jogos Olímpicos que podem ajudar na vida profissional

Na vitória ou na derrota, os atletas que competem em Londres deixam mensagens que ultrapassam a barreira dos anéis olímpicos. Lições do esporte podem ser aplicadas ao mundo corporativo quando o objetivo é consolidar uma carreira de sucesso. Confira três exemplos dos Jogos Olímpicos que podem ser levados para a vida profissional:

Essa é a hora de você sair da zona de conforto e pisar no acelerador para preparar bem sua trilha profissional

Os solavancos da economia internacional já estão mostrando seus efeitos do lado de cá da fronteira brasileira. De acordo com o especialista Rafael Souto, nos últimos três meses o número de contratações caiu e as propostas salariais se estabilizaram. “O ônibus está brecando. Essa é a hora de se agarrar. Senão, você corre o risco de parar no colo do motorista”, brinca Gilberto Guimarães, do Institute of Performance and Leadership e autor do livro “Liderança Positiva”.

De acordo com ele, para quem tem suas competências comprovadas e está bem colocado o cenário não é uma ameaça. Agora, para quem não caminhou nos últimos sete meses ou pior regrediu em termos de carreira, sinal vermelho. Essa é a hora para sair da zona de conforto e pisar no acelerador para preparar bem o caminho para os anos que está por vir. “Este não é o momento para ter um envolvimento ‘light’ com a sua carreira”, afirma Rafael Souto, da Produtive. Confira como fazer isso:

A forma certa de pensar

Para o britânico Derek Abell, fundador da escola de negócios alemã ESMT, líder é quem modifica e gerente é quem executa

Guru de governos da Europa Oriental em tempos de crise e de uma série de empresas multinacionais, o britânico Derek Abell é reitor e fundador da ESMT, escola de negócios sediada em Berlim, capital da Alemanha. Na instituição, Derek criou um laboratório de investigações da prática da liderança para compreender como executivos podem desenvolver uma gestão que não destrua as empresas no longo prazo.

Derek cita um colega de Harvard ao avaliar o cenário atual de muitas companhias. "São supergerenciadas e pouco lideradas", diz. Formado em engenharia aeronáutica pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, fez pós-graduação nos Estados Unidos: tem mestrado pelo Sloan School of Management do MIT e doutorado pela Harvard Business School, durante o qual passou 13 anos estudando estratégias de marketing e negócios.

Como vencer no leilão de talentos

[Imagem: Stock Photo]
Valorização profissional é a principal arma de empresas como Braskem, Suzano e HP

Nos próximos anos, a petroquímica Braskem vai precisar de mais 2 500 profissionais para tocar seus projetos de expansão dentro e fora do Brasil. Isso representa um aumento de 33% no quadro de 7 5000 colaboradores atuais. A tarefa de atrair os melhores não está sendo fácil já há alguns anos - para a Braskem e para o mercado como um todo. A atual oferta de profissionais é menor que as necessidades das empresas, e por isso elas investem cada vez mais na valorização do profissional como forma de atração de talentos.

“A opção de carreira estará mais vinculada aos valores que as organizações têm. Nosso compromisso é desenvolver gente e também fazer parte do processo de criação de profissionais no Brasil”, disse Marcelo Arantes de Carvalho, vice-presidente de pessoas & organização da Braskem, durante o encontro do comitê de gestão de pessoas da Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham) em São Paulo (SP), realizado ontem, 29 de fevereiro. Além da Braskem, os executivos de RH da Suzano Papel e Celulose e a HP estiveram presentes ao evento e falaram sobre suas estratégias de atração e retenção.

10 erros dos líderes novatos

Os jovens profissionais estão se tornando gestores cada vez mais cedo. Conheça as falhas mais comuns entre os novos chefes e saiba como corrigi-las.

Nos últimos anos, o mercado de trabalho no Brasil vive a seguinte situação: com a economia em crescimento, abriram-se vagas e faltou gente qualificada para preenchê-las. A maneira que a maioria das empresas encontrou para resolver essa questão foi promover seus jovens mais bem avaliados internamente para ocupar as novas posições.

Essa solução tem dois efeitos positivos para a companhia que a adota: ela consegue preencher o posto vazio e, ao mesmo tempo, dá um aumento ao funcionário promovido, o que ajuda a retê-lo num momento em que o mercado está atrás de gente. O problema desse processo começa a ser sentido de forma nítida agora: há muita gente imatura em posição de liderança. "Vivemos a fase do profissional em sua primeira vez: primeira vez gerente, primeira vez diretor, primeira vez presidente", diz Marcelo Cuellar, headhunter da Michael Page, empresa de recrutamento de executivos.

A distância entre as expectativas de funcionários e líderes ainda é grande. Uma pesquisa da consultoria Michael Page revela que 52% dos profissionais não estão satisfeitos com seus gestores. Na outra ponta, 73% dos gestores entrevistados se sentem preparados e aptos a coordenar os times que possuem, e acreditam que desempenham esse trabalho de maneira satisfatória.

"Os gestores podem estar vivendo um distanciamento significativo da realidade de seus times, muito pela pressão por resultados ou pela demanda dos níveis mais altos da organização. Isso cria uma pressão por exposição, que os afastam muitas vezes do dia a dia dos times", afirma Paulo Pontes, presidente da Michael Page Brasil.

Você lidera com tempo?

A preocupação no desenvolvimento de líderes tomou conta das prioridades corporativas nos últimos anos. Diversos treinamentos, abordagens, literaturas e gurus foram lançados ao redor do tema da liderança. Eu concordo que o investimento é válido, pois o líder realmente pode fazer a diferença no resultado de uma equipe.

O problema é que a liderança tem deixado a desejar na questão da produtividade e da qualidade de vida, já que líderes sem tempo, estressados, sempre correndo e com foco na urgência estão se proliferando em um ritmo acelerado no ambiente corporativo.


 

Layout por GeckoandFly | Download por Bola Oito e Anderssauro.