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Cidade mineira recebe título pioneiro na América Latina, que será lançado na quarta-feira (12)

Localizado a 460 quilômetros da capital mineira, o município de Poços de Caldas será a primeira localidade de América Latina a ser declarada Cidade de Comércio Justo (Fair Trade Town). O lançamento da campanha está marcado para esta quarta-feira, 12 de setembro, às 19h.

Essa certificação internacional é concedida a locais que praticam conceitos como a valorização dos produtores locais a partir da comercialização de seus produtos por um preço adequado. Também são indispensáveis a igualdade de gêneros, o respeito aos direitos humanos e a proteção ambiental.

Há um ano o Sebrae em Minas Gerais compõe o Grupo de Coordenação do Comércio Justo (GCJ) ao lado de alguns parceiros. Em agosto, a instituição realizou um workshop, com participação significativa da população da cidade, estimada atualmente em 150 mil habitantes.

[Imagem: REUTERS/Nacho Doce]
Não são apenas os atletas que, em suas vitórias ou derrotas, tiram lições das Olimpíadas. O que se passa nos jogos pode também ser aplicado em outro ambiente igualmente competitivo – o empresarial.

Os paralelos traçados entre o mundo dos esportes e a vida corporativa costumam embasar palestras e cursos ministrados por nomes como Bernardinho, do vôlei. Há lógica nesse tipo de relação: conceitos como os de liderança, planejamento estratégico e trabalho em equipe são a razão do sucesso tanto em quadras, campos e tatames como em salas de escritório.

A medalha de ouro do ginasta brasileiro Arthur Zanetti é um bom exemplo de como a busca constante de novas competências, aliada ao equilíbrio mental, leva aos melhores resultados. O próprio Zanetti creditou seu lugar mais alto no pódio a estratégia e concentração.

Pesquisa de satisfação

Uma pesquisa realizada pela MetLife, empresa fornecedora de seguros e benefícios para trabalhadores, junto a 3000 profissionais de 1450 empresas do Brasil, Índia, México e Reino Unido, garante que o objetivo das empresas brasileiras em oferecer benefícios aos seus profissionais é aumentar a satisfação do seus funcionários. O estudo, divulgado pelo Congresso Nacional de Recursos Humanos (CONARH) dá conta que, 83% dos empregadores querem manter seus funcionários felizes no trabalho.

De acordo com essa pesquisa, os benefícios fornecidos aos trabalhadores também são uma maneira de aumentar a produtividade. Essa resposta foi indicada por 82% dos entrevistados. Em terceiro e quarto lugares, aparecem o controle dos custos dos benefícios de saúde e de bem-estar, com 78%, e atrair funcionários, com 73%, como é possível verificar na lista:

O jovem que optou pelo ensino médio aliado ao curso técnico ganha em média 12,5% a mais do que aquele que fez o ensino médio comum. A diferença é ainda maior para quem escolheu a área industrial: 18,8%. Já o setor agropecuário segue a média geral e o setor de serviços registra uma remuneração 9,3% superior. A constatação faz parte da pesquisa da Fundação Itaú Social com base na Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (Pnad).

Ter uma grande ideia na cabeça pode não ser suficiente para que um empreendedor alcance o sucesso de seu novo negócio. O despreparo na área da gestão, além da falta de planejamento e de um olhar para o futuro, podem fazer com que investimentos iniciais sejam perdidos e a oportunidade, desperdiçada. A partir de amanhã, a Feira do Empreendedor, em Curitiba, ajuda empresários iniciantes a encontrar meios de prosperar nos negócios – meios que incluem, obrigatoriamente, a busca constante por conhecimento e inovação.

Numa lista de 17 países com as empresas mais bem administradas, o Brasil está na rabeira. Na média, as companhias brasileiras têm melhores práticas de gestão apenas do que as da China, Índia e Grécia. Estados Unidos, Alemanha e Suécia estão no topo do ranking. Esse é o resultado de um estudo publicado no mês passado no Journal of Economic Perspectives, realizado pelos economistas Nicholas Bloom, da Stanford University, e John Van Reenen, da London School of Economics.

Para mensurar as práticas de gestão, os dois professores realizaram entrevistas em empresas de tamanho médio, com 100 a 5 mil funcionários, escolhidas aleatoriamente. No Brasil, foram 559 firmas pesquisadas. A partir das respostas, eles definiram uma pontuação de 1 (pior prática) a 5 (melhor prática) para 18 práticas básicas de gestão. De maneira geral, essas 18 categorias podem ser divididas em três grandes grupos: monitoramento, metas e incentivos (saiba mais no gráfico). Segundo os autores, uma pontuação elevada mostra que a empresa é mais bem administrada e, na média, também mais produtiva. As empresas brasileiras obtiveram nota média 2,69. Os EUA receberam 3,33.

A categoria em que o Brasil se saiu pior foi em incentivos – a capacidade de promover e contratar funcionários. Em parte, a resposta para isso está na legislação trabalhista do país, pouco flexível. O uso do capital humano, medido por trabalhadores mais educados, também afeta o desempenho brasileiro. Quanto maior o grau de escolaridade dos gerentes e dos funcionários, em geral também maior a nota que a empresa recebe. “Nossa crença é de que mais educação empresarial básica – por exemplo, sobre questões de orçamento, análise de dados e práticas de recursos humanos – poderia ajudar a melhorar a gestão em muitos países, especialmente nos em desenvolvimento”, afirma os autores.

Outro problema brasileiro foi o tamanho da “cauda longa” – o grande volume de empresas muito mal gerenciadas. Brasil e Índia têm um número razoável de empresas bem administradas, especialmente multinacionais e exportadoras, duas condições diretamente ligadas a uma boa nota, mas tiveram a média puxada para baixo pelo grande número de empresas muito mal administradas.

Esse mal gerenciamento está relacionado a uma série de fatores, entre eles a quem é o proprietário da firma. As empresas familiares que nomeiam um membro da família (especialmente o filho mais velho) como o CEO e as empresas do governo, por exemplo, formam o grupo com a piores notas. Esse fato complicou a situação brasileira. Enquanto nos países ricos – Alemanha, Japão, Suécia e Estados Unidos – o número de empresas desse grupo representa 20 % a 30% da amostra; para Brasil, Portugal, Itália e Grécia ele equivale a 60%. “Uma explicação para essa diferença é que o subdesenvolvimento do mercado financeiro e a fraqueza da força da lei em muitos dos países em desenvolvimento torna extremamente difícil a separação entre propriedade e controle. Por exemplo, famílias podem ficar relutantes em contratar gerentes de fora porque a lei não é forte o suficiente para protegê-las em casos de roubo”, escrevem os autores. As empresas com os preços das ações cotadas em bolsa ou de propriedade de firmas de private equity foram as que foram mais bem avaliadas.

Concorrência

Segundo o estudo, as empresas que enfrentam mais concorrência em geral receberam as melhores notas. Quando a competição no mercado de um determinado produto não é intensa, argumentam os autores, uma empresa com pouca produtividade (e mal administrada) é capaz de permanecer no mercado.

Fonte: Gazeta do Povo [18.03.2010]
Colaboração Prof. Rodney Dea


 

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